Brasil quer ampliar participação em pesquisas
Protocolo de intenções assinado nesta segunda-feira (28), em Genebra, na Suíça, pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e pelo diretor-geral da Organização Européia para Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês), Rolf-Dieter Heuer, visa ampliar e consolidar as relações de pesquisa. O documento manifesta também a intenção do Brasil de formalizar uma associação mais formal e permanente com a instituição europeia. Falando aos jornalistas, Rezende disse que o protocolo de intenções busca inserir o Brasil de forma mais sistemática no Cern. Hoje, segundo o ministro, 71 cientistas brasileiros participam de experimentos no laboratório europeu, mas por meio de iniciativas isoladas das suas universidades e instituições de pesquisa.
"Esse documento assinado hoje manifesta a intenção firme de discutirmos uma associação formal e mais permanente entre o Brasil e o Cern", disse Rezende. Hoje, nenhum país fora da Europa é membro do Cern.
Fazem parte do Cern Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Países Baixos, Hungria, Itália, Noruega, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Eslováquia, Suécia e Suíça. Na categoria de observadores estão Comissão Europeia, Unesco, Índia, Israel, Japão, Rússia, Turquia e Estados Unidos.
Brasil é um dos 28 países não membros do Cern que participam de alguns programas, mas sem regularidade. De acordo com o ministro, a própria instituição busca uma participação maior de países de fora da Europa em seus projetos. Na opinião do ministro, as contribuições de outros países no Cern deve incluir não apenas recursos financeiros, mas também aporte material. Como exemplo, Rezende citou a Nuclebrás, estatal que fabrica peças de aço de grande porte, que podem equipar o Large Hadron Collider (LHC).
Fonte: http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/312247.html
Última atualização (Seg, 07 de Dezembro de 2009 16:09)






