Brasil e Angola avaliam cooperação em C&T
Angolanos manifestaram especial interesse no Programa Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG).
O presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, recebeu na última semana em Brasília a visita de uma delegação de autoridades de Angola, chefiada pela Ministra da Ciência e Tecnologia daquele país, Maria Cândida Pereira Teixeira, que veio ao Brasil em missão de prospecção de áreas e matérias em ciência e tecnologia para uma possível cooperação entre instituições e governos dos dois países.
Zago fez uma detalhada apresentação das ações e atividades desempenhadas do CNPq para o desenvolvimento da ciência e tecnologia brasileiras e apontou os possíveis caminhos para uma cooperação mais efetiva entre Brasil e Angola.
A ministra angolana manifestou especial interesse no Programa Estudantes-Convênio de Pós-Graduação (PEC-PG), um programa de capacitação de recursos humanos por intermédio de concessão de bolsas de mestrado e doutorado a estrangeiros oriundos de países em desenvolvimento com os quais o Brasil mantém acordo de Cooperação Educacional, Cultural ou de Ciência e Tecnologia.
O Programa PEC-PG é administrado conjuntamente pelo CNPq, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Capes. O CNPq concede as bolsas de mestrado e, a CAPES, as de doutorado, cabendo ao MRE a cobertura das passagens de retorno dos bolsistas aos seus países de origem. Essas bolsas são concedidas em todas as áreas de conhecimento nas quais existam programas de pós-graduação que emitam diplomas de validade nacional.
Atualmente, são 54 os países participantes do PEC-PG, sendo 29 países da África, Ásia e Oceania e 25 países da América Latina e Caribe.
Bahia também busca cooperação
Parceira da Bahia em vários segmentos da economia, como a engenharia civil, Angola deverá estreitar ainda mais a cooperação comercial com o estado, desta vez no setor de CT&I.
As primeiras conversações neste sentido foram iniciadas na última quinta-feira pelo secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Eduardo Ramos, e pelo ex-ministro das finanças de Angola e presidente adjunto do Centro de Negócios Brasil-Angola (CNBA), Álvaro Craveiro.
A possibilidade de mais uma parceira em áreas estratégias foi discutida no gabinete do secretário, com a participação também do empresário Flávio Almeida, presidente do CNBA.
"O Governo da Bahia possui uma estratégia clara para dinamizar a economia do Estado e a cooperação internacional é essencial para este propósito", explicou Eduardo Ramos. Dentre os setores elencados na reunião estão os de construção civil, energia limpa, segurança pública, biotecnologia e tecnologia da informação.
De acordo com Álvaro Craveiro, a cooperação é uma linha estratégica que vem sendo adotada por Angola para a substituição da importação. Com este foco, será realizado em Salvador, entre 20 e 23 de outubro, um fórum do Centro de Negócios Brasil-Angola. "Queremos facilitar o acesso de empreendedores baianos a Angola e dessa forma levar negócios brasileiros para lá", disse o presidente do CNBA, Flávio Almeida.
(Informações das Assessorias de Comunicação do CNPq e da Secti/BA)
http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=66143
Última atualização (Seg, 07 de Dezembro de 2009 16:10)






