O líder de Gestão do Conhecimento e Inovação do Sistema da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Felipe Miguel Cassapo, desmitificou a idéia de que o ‘segredo é a arma do negócio’. No seminário “Em busca da excelência nas entidades tecnológicas”, promovido pela ABIPTI, na última sexta-feira (5), Cassapo mostrou como a formação de redes colaborativas pode impulsionar negócios e preparar as empresas para crescerem de forma sustentável.

No evento, ele apresentou a “Rede de Inovação”, blog que traz notícias sobre os mais diversos temas nas áreas de ciência e tecnologia. O projeto, conduzido pelo Centro Internacional de Inovação do Sistema Fiep, disponibiliza, em ambiente digital, informações que possam potencializar a criação e a transferência de experiências e boas práticas de inovação das indústrias e partes interessadas do Estado. “O resultado de uma idéia somada a outra não são duas. As possibilidades de criação são infinitas a partir dessa soma”, diz.

Dentro desse cenário, ele garante que os institutos de pesquisa têm um desafio importante para fomentar a troca de saberes. “Essas entidades devem se posicionar como atores e articuladores do relacionamento entre as diversas partes interessadas, como indústrias, a sociedade civil, instituições governamentais e não-governamentais”, explica.

Segundo ele, a representatividade da pesquisa brasileira tem crescido de forma extremamente significativa nos últimos tempos. Dados apontam que cerca de 2% das pesquisas mundiais são realizadas no Brasil e 66% desse total é realizado nas universidades. Para se ter uma idéia, nos Estados Unidos esse percentual é de 13%.

“O grande desafio agora consiste em fortalecer a aproximação da pesquisa, da ciência e da tecnologia com as empresas, de forma que todo conhecimento gerado nos centros de pesquisas das universidades possa ser transferido e transformado em produtos, serviços e, portanto, em empregos e bem-estar para todos”, destaca.

Mas Cassapo alerta para a necessidade dos institutos de pesquisa investirem em tecnologias que contribuam para o desenvolvimento com responsabilidade e sustentabilidade. “Essas entidades podem ser inovadoras delas para elas mesmas, modificando seus relacionamentos com as partes interessadas. Em termos de sustentabilidade, por exemplo, será que o instituto tem também processos internos de desenvolvimento sustentável? E por que não teria?”, questiona.

Fonte:  Cynthia Ribeiro para o Gestão C&T online

 
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