Ascom/MCT - No 2ª dia de discussão da 2ª CRNCTI, que ocorre em Belém (PA), os representantes de instituições científicas dos sete estados que integram a região Norte apresentaram os casos de sucesso em CT&I, alcançados até hoje, e defenderam mais investimentos na formação de recursos humanos, além disso, a integração entre as universidades e o setor produtivo.

A primeira regional, das cinco marcadas para ocorrer até o final do mês e início de abril, recebeu cerca de duas mil inscrições de estudantes universitários, secretários municipais e estaduais, pesquisadores e cientistas. A representante de Roraima, a pesquisadora Bárbara Batista Nogueira Bezerra, disse que apresentou seis propostas nas reuniões temáticas da 2ª Conferência Regional. Para ela, as propostas, na verdade, representam as necessidades da região. “Uma das nossas principais carências é a dependência da energia elétrica da Venezuela. Já ficamos sabendo que Hugo Chaves vai parar de nos fornecer. Teremos, então, que arrumar uma fonte alternativa. Nos preocupamos também com a questão das mudanças climáticas. E, principalmente, a promoção do desenvolvimento social por meio da ciência, da tecnologia e da inovação”, destacou.

Apesar das necessidades do estado, Bezerra garantiu que tanto a população quanto os pesquisadores e cientistas estão interessados no desenvolvimento de Roraima. “Fizemos nossa conferência estadual e ficamos surpresos com a receptividade. Foram mais de 200 inscritos. Não esperávamos tanta procura. Queremos atrair a atenção dos órgãos responsáveis pelos investimentos em CT&I para promover o desenvolvimento no estado”, disse.

Amazonas

Uma das representantes do Amazonas, Luciana Souza, apresentou alguns exemplos onde a inovação atuou de forma positiva na prevenção de doenças. Segundo ela, a partir de incentivos, funcionários de uma empresa de telefonia, desenvolveram um aplicativo para celular para coleta de informações. “Antes dessa solução, os agentes sanitários de Manaus, percorriam as populações mais afastadas e registravam os casos de doenças, como, por exemplo, as vítimas da dengue. Os formulários em papel eram preenchidos e levavam-se mais de quatro meses para o governo intervir com alguma ação”, relatou.

Luciana explicou que hoje os dados são coletados e enviados imediatamente para a Secretaria de Saúde. “Antes, um início de surto virava uma epidemia antes mesmo das autoridades sanitárias tomarem conhecimento real da situação. Hoje, pode-se prevenir tudo isso. Em tempo real, as informações completas, chegam às mãos dos responsáveis pela saúde no estado”, ilustrou. As propostas discutidas na 2ª Conferência Regional, serão apresentadas na 4ª Conferência Nacional de CT&I, que ocorrerá em Brasília, nos dias 26, 27 e 28 de maio.

Investimentos

O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) informou que o investimento federal em 2009 no Pará chegou a R$ 97,6 milhões. Um balanço preliminar mostra que, em toda a região Norte, o MCT investiu, no ano passado, R$ 327 milhões.

 
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