“Precisamos defender uma bandeira na 4ª CNCTI e, levantar quais são as grandes oportunidades do País. A Amazônia é uma delas. A partir da ciência e da tecnologia podemos produzir riquezas naturais e gerar conhecimento sem derrubar a floresta”, enfatizou o secretário-executivo do MCT, Luiz Antonio Rodrigues Elias na abertura da 2ª CRCTI.

Elias destacou que o desafio da 4ª Conferência é criar uma solução para interligar ainda mais a ciência, tecnologia e a inovação ao setor produtivo. “Para isso, queremos ouvir toda a sociedade. Precisamos da colaboração de todos os atores da sociedade civil organizada para diminuirmos a desigualdade e, com isso, promover a inclusão social”, destacou. Ele lembrou também que outro ponto importante da Conferência Nacional é ter como um dos resultados um conjunto de propostas, que permitam o desenvolvimento de uma política de estado para os próximos 10 anos.

O secretário-executivo destacou também como debate central os principais eixos de investimento do ministério: Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; Inovação na Sociedade e nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas, e a Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social. Além de Belém, outras quatro capitais, representado as demais regiões do País, sediam suas conferências regionais. A próxima será na segunda (22) e terça-feira (23), em Cuiabá (MT), representando a região Centro-Oeste. Porto Alegre (RS), sedia seu evento nos dias 25 e 26, representando a região Sul. Na sequência, ocorre em Vitória (ES), nos dias 30 e 31, o encontro regional da região Sudeste. Por fim, a cidade de Maceió (AL)  sedia o último encontro regional, dias 15 e 16 de abril. A Conferência Nacional será em Brasília, de 26 a 28 de maio.

Pesquisa

O MCT já instalou na região Norte nove Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs). No Amazonas estão sediados cinco institutos. O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), em Manaus; abriga os Institutos de Adaptação da Biota Aquática da Amazônia e dos Serviços Ambientais da Amazônia. Na Universidade do Estados do Amazonas (UEA) está o Instituto Centro de Energia, Ambiente e Biodiversidade. No Pará estão os outros quatro. A Universidade Federal do Pará (UFPA) é sede dos institutos de Geociências da Amazônia e de Energias Renováveis e Efeciência Energética da Amazônia. No Instituto Evandro Chagas (IEC), também em Belém, funciona o Instituto para Febres Hemorrágicas Virais, e no Museu Paraense Emília Goeldi (MPEG/MCT) está instalado o Instituto em Biodiversidade e Uso da Terra da Amazônia.

Estado

O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará (Sedect), Maurílio de Abreu Monteiro, destacou os R$ 50 milhões anuais, disponíveis para investimentos em ciência, tecnologia e inovação, como um compromisso que o estado tem com a área. Ele disse estar confiante também no movimento conjunto de toda a região Norte para alavancar os investimentos em C,T&I. “Estamos convictos de que está em curso um grande esforço dos estados da Amazônia para ampliar os investimentos. Mas temos plena consciência também de que esta distância entre as regiões mais desenvolvidas e as menos desenvolvidas só será vencida se o projeto de CT&I para Amazônia for assumido como um projeto da Nação”, afirmou.

Monteiro acrescentou que a conferência se propõe a mapear os principais gargalos para o desenvolvimento da região Norte, com o objetivo de estabelecer soluções em curto, médio e longo prazo para a implantação de uma política nacional de ciência, tecnologia e inovação que leve em consideração as especificidades da Amazônia. “A intenção é de que a partir deste diagnóstico, os estados nortistas, possam garantir um papel mais estratégico dentro da política nacional do MCT com capacidade de diminuir as distâncias tecnológicas que hoje separam as regiões brasileiras”, disse. O secretário-geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich, em sua fala disse que ao final das conferências regionais, o discurso que deve prevalecer é o da necessidade de se levantar grandes bandeiras. Para ele, a bandeira A Amazônia é nossa tem que ter lugar de destaque. “Assim, como na era do petróleo, houve o momento da bandeira O Petróleo é nosso e hoje vemos os resultados com o sucesso da Petrobras. Dessa forma, devemos fazer, por exemplo, com a Amazônia”, enfatizou.

Histórico

A 1ª. Conferência Nacional ocorreu em 1985, e buscou discutir com a sociedade as políticas para a área, de modo a subsidiar as ações do recém-criado Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Dezesseis anos depois, em 2001, realizou-se uma 2ª. edição, já com o nome de Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foi nessa oportunidade que se discutiu em profundidade o novo modelo de financiamento, baseado nos Fundos Setoriais, posto em prática a partir de 1999, que viria a ter enorme impacto sobre a ciência, tecnologia e inovação (C,T&I) do País. A 3ª. Conferência foi em 2005, com o intuito de demonstrar que C,T&I são ferramentas essenciais e indispensáveis para o desenvolvimento do Brasil. A 4ª edição foi convocada por Decreto Presidencial de 3 de agosto de 2009, com o título Política de Estado para Ciência, Tecnologia e Inovação com vista ao Desenvolvimento Sustentável.

Essa última deve nortear suas discussões segundo as linhas do Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional 2007-2010: Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação;  Inovação na Sociedade e nas Empresas; Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Áreas Estratégicas e Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Social.

 
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