“A busca por mais investimentos para Ciência e Tecnologia e a dificuldade de interação entre universidades e empresas é um problema complexo não só no Brasil, mas mundial”.
A conclusão é do professor de sociologia da Universidade de São Paulo (USP), Glauco Arbix, relator do painel “Nova Geração de Políticas de CT&I” realizado hoje (28), último dia da 4ª CNCTI em Brasília. De acordo com Arbix, apesar dos obstáculos a serem superados para alcançar o desenvolvimento e o nível de inovação almejado, houve um avanço no padrão de investimento no Brasil, com as novas agências de fomento e apoio à pesquisa, que ajudaram o País a alcançar um novo patamar.
“A discussão é completamente diferente em relação a 2003, tanto por parte do governo como por parte das empresas. Temos que aproveitar o momento especial para darmos um salto. Temos ciência, instituições e instrumentos, mesmo com todos os problemas, nós temos uma sofisticação institucional que poucos países têm”, ressaltou.
A presidente do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT), Lúcia Melo, também apontou vantagens brasileiras reconhecidas internacionalmente. “A nossa Plataforma Lattes e o Portal de Inovação são ferramentas exemplares de informação (virtual) para a comunidade científica. E os jovens que já tem essa cultura de interatividade vão atuar como novos transformadores”, salientou.
O economista Mário Cimoli, da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) ressaltou a importância da mobilização de mais de quatro mil pessoas na Conferência para discutir CT&I. O palestrante Howard Alper, considerado autoridade na área de ciência no governo do Canadá, relatou as experiências que fizeram aquele país alcançar alto grau de qualidade nas pesquisas.
Entre 2008 e 2009, o governo canadense investiu US$ 10,4 bilhões em ciência e tecnologia e adota políticas de valorização de recursos humanos, “inclusive com a concessão de bolsas de estudo de pós-graduação para estudantes estrangeiros qualificados”, informou Alper.










