As estratégias no Plano Internacional são um dos temas de debate do Seminário Preparatório para a 4º CNCTI, que se realizou nesta segunda-feira (12), no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, em Brasília. Este encontro é o quinto das seis plenárias preparatórias para a Conferência, marcada para ocorrer de 26 a 28 de maio, em Brasília.
Participaram da abertura do seminário o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Rodrigues Elias; o secretário geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich; o chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais do MCT, José Monserrat Filho; a presidente do CGEE, Lúcia Carvalho de Melo, e o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), Luís Manuel Fernandes.
Em sua apresentação, Fernandes destacou o crescimento da produção científica no Brasil do início dos anos 80 até os dias atuais. De acordo com ele, a produção nacional no cenário mundial, nesse período, aumentou de 0,4% para 2,2%. “Isso é um reflexo de que a ciência está cada vez mais presente no processo de riqueza e agregação de valor”, disse. Segundo ele, o Brasil é responsável por mais da metade do aumento da produção científica da América Latina, que teve acréscimo de 1% a 4% nos últimos 30 anos, em escala internacional.
Mesmo com o expressivo desenvolvimento, Fernandes acredita que o País ainda não se deu conta das mudanças e da posição que se encontra no setor de C&T. Para ele, ainda são necessárias geopolíticas que favoreçam um ambiente de atividades ainda mais inovadoras. Também participaram dos debates o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Embaixador André Mattoso Maia Amado, e representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); da Academia Brasileira de Ciências (ABC); e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
O Embaixador Mattoso destacou as parcerias internacionais para o desenvolvimento de tecnologias, como a do Brasil e Japão no processo de implantação da TV Digital. Ele disse que a participação do MRE na 4ª CNCTI será muito importante. “Vamos informar o MCT de tudo que está ocorrendo no exterior e assim contribuir para a produção científica interna”, disse.
Para o secretário Luiz Elias, a ampla participação da sociedade é fundamental para a realização da Conferência, gerando a articulação entre as políticas industrial e de ciência e tecnologia. Amanhã (13), no último seminário preparatório, serão debatidos temas envolvendo a área da educação. O encontro será na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em Brasília.
Os eventos são organizados pelo MCT, CGEE, Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Eles fazem parte da preparação dos debates da 4ª CNCTI, que tem como um dos seus objetivos formular propostas para uma política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação para os próximos 10 anos.










