Foi realizado em Brasília, na segunda-feira (12), o penúltimo seminário preparatório para a 4ª CNCTI. As discussões do 5º Seminário têm como tema o Brasil no Mundo, aconteceram no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE/MCT), no Setor Comercial Norte, Quadra 2, Edifício Corporate Financial Center.
O último seminário será na terça-feira (13) e discutirá a educação a ciência, tecnologia e inovação. Será na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), no Setor Bancário Norte, Quadra 2, Bloco L, também em Brasília.
Ontem (8), na abertura do 4º Seminário, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Luiz Antônio Elias, ressaltou a importância dos encontros para ajudar a construir as questões que devem ser tratadas na conferência, como forma de organizar as discussões previamente. O secretário frisou que o País atravessa um momento diferenciado, vindo de uma trajetória de significativa tecnologia industrial, que leva a um novo ciclo de desenvolvimento.
“Esse desenvolvimento se coloca entre a etapa do crescimento, pela via da distribuição de renda, atrelando duas dinâmicas importantes para a economia brasileira; a dinâmica produtiva, com a elevação da capacidade produtiva, e o consumo de massa. Um novo patamar para interpretar a realidade nacional”, disse Elias. O secretário executivo esclareceu que dados de institutos de pesquisa e do próprio MCT mostram que o consumo interno, em especial das classes baixas, foi fundamental para o País superar a crise financeira internacional. De acordo com ele, o desafio agora é ampliar a capacidade, o conhecimento, e a inovação e pensar na sustentabilidade da economia, inclusive pela via ambiental.
O presidente do Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea), Márcio Pochmamn, também destacou o relevante papel das conferências como instrumento para a elaboração de políticas públicas numa sociedade democrática; lembrando que, neste governo, foram realizados 55 eventos. Para ele, um fato inédito na história do Brasil, que não tinha tradição democrática e iniciou a experiência nas duas últimas décadas. O secretário-geral da 4ª CNCTI, Luiz Davidovich, salientou que o atual ano de eleições pode ser visto como uma boa oportunidade para incluir o tema da sustentabilidade, em particular da ciência, tecnologia e inovação, na agenda política do País. “Se conseguirmos um consenso em relação a um conjunto enxuto de temas fundamentais que sejam a alavanca para o desenvolvimento do Brasil, vamos colocar esses pontos na agenda dos candidatos, e essa oportunidade fantástica não podemos desperdiçar”.
Os seminários preparatórios são organizados pelo MCT, CGEE, Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap). Eles fazem parte da preparação dos participantes da 4ª CNCTI, que tem como um dos seus objetivos formular propostas para uma política de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação para os próximos 10 anos.










